Como você lida com a notícia ruim?

Quando a notícia ruim bate na sua porta, qual é a sua primeira reação?

A notícia ruim.

 

Quando ela bate na sua porta, você não quer abrir.

“Deixa eu fingir que não é comigo. Deixa eu me contar a história de que só acontece com o vizinho.”

 

A gente sabe que a vida é frágil, mas insiste em acreditar que, se formos fortes, estaremos protegidas.

E a vida sempre dá um jeitinho de mostrar que a nossa força está em SER.

 

Quem você é?

Essa é a única certeza que você consegue ter.

Mesmo assim, minoria tem…

 

Se eu te perguntar quem você é talvez você nem saiba me responder.

Porque esse tempo todo você esteve mais preocupada em FAZER.

 

E talvez o fazer seja sua maior distração.

Quantas coisas você faz para dizer, depois, que não tem nem tempo de SER?

 

Quantas funções você acumula para justificar que não te resta tempo para se conhecer?

 

Essa semana eu levei um susto.

A vida me entregou um envelope. 

E eu entendi o recado.

 

“Não é comigo, mas é para mim.”

 

Aconteceu justo no dia em que acordei decidida a cancelar projetos e planos, em nome da minha paz.

Acordei angustiada. E angustia não me deixa assustada. Me deixa curiosa.

 

Comecei o dia puxando o fio e entendendo o que eu estava disposta a NÃO FAZER, para continuar a SER.

 

Eis que no final do dia, no meio de muitos afazeres, a notícia ruim bateu na minha porta.

O primeiro impacto não fui dolorido, confesso.

A gente leva um tempo para entender que não é um filme.

Leva-se um tempo para entender que é real.

 

“Será que eu deveria estar mais triste do que estou?”

Comecei assim…

 

Mas na medida que digeri a realidade, a pergunta mudou:

“Será que eu deveria estar mais forte do que estou?”

 

Vai ser assim. Vai ser um processo. 

Em alguns momentos, nem vou lembrar que alguém tão importante para mim carrega no próprio corpo uma das doenças que mais me assusta.

Em outros, nem vou me constranger em chorar.

 

“Mas nem é no seu corpo, para de drama!” – ontem eu me repreendi.

“Não é no meu corpo, mas é no meu campo!” – foi isso que me respondi.

 

Nada que me envolver é por acaso. Se me envolve, é sobre mim.

 

Eu decidi sentar na cadeira de aprendiz.

Eu já tinha uma grande amiga. Mas agora ela mudou de prateleira.

Ganhei uma grande professora.

 

E, sentada na cadeira de aluna, me comprometo a compartilhar com vocês todas as lições que eu puder aprender.

 

A vida é sempre generosa, desde que a gente saiba ser.

E a vida é sempre um presente – desde que a gente saiba receber.

 

Se você acolhe suas notícias ruins com o coração, o que poderia ser desesperador se torna sua maior lição.