Você se sente inferior? Alguma vez, você já passou por um contexto no qual você se sentiu constrangida por ser quem você é?
Você sentiu que não era boa o suficiente para conseguir algo ou que as vidas das outras pessoas são superiores a você?
Eu arrisco dizer que todo mundo já pensou e sentiu todas essas coisas. Infelizmente, é um sentimento comum. É comum, mas não é normal.
E é por isso que a nossa conversa de hoje é pra falar dessa sensação de inferioridade.
Sensação essa, que você tem dificuldade de admitir que sente, mas que, por dentro, destrói as suas possibilidades de ser feliz e realizada com sua própria vida.
Se sente inferior quem não sabe o próprio valor
Se sentir inferior é um sintoma de falta de autoestima. E, por autoestima, eu não estou falando daquela visão comum, relacionada ao quanto você cuida da sua aparência ou o quanto você se sente bem sucedida em determinada área da vida.
Autoestima, na raiz da palavra, significa estima por si.
A verdadeira autoestima só acontece quando você aprende a se acolher. Ela é construída a partir do conhecimento que você tem, dentro de você, das suas partes de luz e partes de sombras.
Aceitar essa dualidade é fundamental para que você possa parar de se sentir inferior.
Muitas vezes, as pessoas acreditam que ter uma autoestima bem construída é ter atributos para ser sempre validado pelo mundo. Mas isso não é verdade.
Quando você se sente bem apenas por suas partes luminosas, significa que você está empurrando muitas partes sombrias suas para debaixo do tapete.
Autoestima não é subir no palco da vida e receber aplausos de todos. É subir nesse palco e ser você mesma, independente dos aplausos ou das críticas. É você gostar de si mesma, independente da sua performance.
Só se sente inferior quem não consegue reconhecer o seu próprio valor.
Autoestima não é sobre o que pensam de você, mas sobre o que você mesmo pensa desobre si.
Quando você reconhece o seu próprio valor, você para de se comparar com o outro.
Você tira o outro do pedestal e entende que a única comparação válida e construtiva é com a sua versão de ontem.
Você entende que você é seu principal projeto.
O seu meio pode te fazer se sentir inferior
Todas as vezes que você compara a sua vida com a vida de outras pessoas, a tendência é que você jogue a sua felicidade e o seu contentamento no lixo.
E sabe qual é o problema?
Não adianta nada eu apenas te dizer para não comparar a sua realidade com a das outras pessoas, e não te explicar que o contexto importa.
O seu cérebro vai te comparar, quer você queira ou não.
Todas as vezes em que você abrir o seu Instagram, as redes sociais e se deparar com realidades, que são projetadas como se fossem perfeitas, você vai esquecer que aquilo ali é um recorte e vai começar a se comparar.
Você vai comparar a sua vida real, com aqueles fragmentos que você vê na tela do seu celular.
Seu cérebro não consegue não fazer isso. E eu aposto que você se sente inferior sempre que faz isso, estou errada?
Querendo ou não, você vai se comparar com os contextos nos quais você está inserida.
Portanto, qual é a saída para que você não perca a sua felicidade e o seu contentamento ao olhar para a vida dos outros?
Selecionar melhor as pessoas com as quais convive e as realidades nas quais você se insere e até mesmo as pessoas que você segue nas redes sociais.
E se você fizesse uma limpa lá no seu Instagram e resolvesse que você só vai colocar dentro do seu contexto pessoas que te inspiram? Pessoas que de alguma forma te ajudam a dar um passo à frente?
Se você se rodeia de pessoas que te inspiram e que te dão meios de caminhar e de melhorar a sua própria realidade, bingo!
E é por isso que você precisa escolher muito bem quais são os contextos nos quais você escolhe se inserir, e quais são as vidas e pessoas que você escolhe acompanhar.,
O contexto determina o seu nível de contentamento.
A prática da gratidão
A realidade é que, se você fica o tempo todo pensando que existe uma vida melhor, que existe uma pessoa mais bonita, que existem pessoas mais prósperas, você vai sempre colocar o seu contexto como inferior a essas coisas.
Porém, eu não estou dizendo aqui que você não deve ter ambição.
Ter ambições é diferente de se comparar.
Quando você se compara, você se compara e ponto. Quando você almeja algo melhor e traça planos para alcançar isso, bingo!
Mas, quando o assunto é contentamento e felicidade com a sua realidade, a melhor resposta é a gratidão.
Gratidão é quando você olha para cima e fala: “Deus, isso aqui é muito bom, pode mandar mais!”. E ele sempre manda.
Em vez de cair na cilada de, sem perceber, se cercar de pessoas e contextos que fazem com que a sua vida pareça inferior, escolha com carinho os lugares onde você se insere e agradeça.
E, se por ventura, você for confrontada com alguém ou com alguma realidade que, por alguns minutos, faça com que você se sinta inferior, lembre-se que isso é apenas um mecanismo natural do seu cérebro.
Lembre-se do seu valor, volte nos pilares da autoestima e, principalmente, agradeça.
Olhe para a vida que você tem hoje e sinta-se feliz por ela.
Quando você coloca a gratidão como uma prática diária, você está mandando uma mensagem de prosperidade e de abundância para o universo.
E o resultado inevitável disso é que ele vai te mandar ainda mais motivos para ser grato.