Você já se perguntou o que acontece quando a máscara que você criou para se proteger do mundo acaba se tornando sua prisão?
O novo documentário da Netflix, “Larissa: O Outro Lado de Anitta”, expõe mais do que bastidores de shows e gravações. Ele revela, sem querer, uma das armadilhas mais cruéis da busca por validação externa:
A distância entre quem você é e quem você finge ser. |
O que o documentário da Anitta diz sobre sua autoestima?
Larissa não se sente amada. Anitta é adorada por milhões.
Simples assim. E devastadoramente complexo ao mesmo tempo.
O documentário é, sim, uma peça de marketing cuidadosamente editada. Muitas partes da vida real ficaram de fora – relacionamentos complicados, excessos, escolhas questionáveis. Isso é normal em qualquer narrativa construída para exaltar uma jornada de sucesso.
Mas o que chama a atenção é a explícita separação entre autoestima e autoconfiança que transparece em cada cena.
Larissa, por não ter autoestima, criou um personagem autoconfiante. E esse personagem conquistou impérios.
Mas isso não ajudou em nada na construção da verdadeira autoestima.
Porque autoconfiança sem autoestima é apenas uma máscara que, cedo ou tarde, começa a pesar. |
Autoestima vs. Autoconfiança: o que o caso da Anitta revela?
No documentário, vemos claramente a diferença: Anitta possui extrema autoconfiança profissional (ela sabe que pode conquistar o mundo), enquanto Larissa tem baixa autoestima (ela não se sente digna de amor genuíno).
Autoconfiança é a crença na sua capacidade de fazer algo específico. Autoestima é o valor fundamental que você atribui a si mesmo como pessoa.
É possível ter uma sem ter a outra, como o caso de Larissa/Anitta demonstra perfeitamente.
E aqui está o erro que 99% das pessoas cometem – talvez você também: Larissa continuou buscando autoestima do jeito errado.
Ela continuou desejando ser amada.
E todas as vezes que buscamos autoestima acreditando que, ao receber aplausos e amor que vem de fora, vamos parar de ser inseguros, criamos uma dependência ainda maior da plateia.
Quem vive para receber aplausos, hora ou outra se torna refém da plateia. |
Isso gera um ciclo vicioso que você precisa reconhecer:
Em um momento revelador do documentário, ela confessa estar “cansada de virar Anitta toda hora”.
Pergunto: será que ela tem vergonha da Larissa? Será que você tem vergonha de quem você realmente é?
Como saber se estou criando um personagem como a Anitta fez?
Você pode estar criando um personagem se:
- Sente exaustão após interações sociais (“cansada de virar Anitta”, como ela mesma diz)
- Existe uma grande diferença entre seu comportamento em diferentes ambientes
- Você teme que as pessoas conheçam seu “verdadeiro eu”
- Sente que precisa performar para ser aceito
- E principalmente, se suas conquistas externas não diminuem seu vazio interno
No documentário, vemos Larissa constantemente esgotada por manter essa separação entre quem ela é e quem ela apresenta para o mundo.
Quantas pessoas não guardam dentro de si uma criança que está desesperada para ser amada?
Pessoas que conquistam impérios, constroem fortunas, alcançam fama, mas não experimentam o sabor de se sentirem inteiras e livres para serem quem são.
A Larissa expressa esse vazio quando diz que sempre tem medo antes de subir no palco:
- “Será que ninguém vai?’’
- ‘’Será que vai dar errado?’’
- ‘’ Será que eu sou ruim?”
Em alguma medida, esse frio na barriga é saudável. Mostra que você se importa com a entrega e não se sente soberano a ponto de achar que o sucesso está garantido.
Mas quando esse medo vem de um lugar de incompletude e desconexão com seu valor interno, ele vira um abismo que nenhuma conquista externa consegue preencher.
Por que me sinto vazia mesmo conquistando coisas?
O documentário da Anitta demonstra com clareza esse paradoxo: ela conquistou fama mundial, riqueza e reconhecimento, mas ainda sente um vazio profundo.
Talvez o momento mais revelador seja quando percebemos que Anitta roubou a vida da Larissa.
- A possibilidade de um amor genuíno.
- A chance de ser vista por quem ela realmente é.
- A liberdade de existir sem performance.
Porque na busca pelo topo, ela perdeu o fôlego. E o que é o topo para você? |
Para a Anitta, parecia ser amada – mas ela se fez amada por quem não era. Criou um personagem para ser amada. Uma máscara. Funcionou.
A Anitta é amada, a Larissa não.
Isso acontece porque estamos usando a ferramenta errada (conquistas externas) para resolver um problema interno (desconexão com quem se é de verdade). A solidão que Larissa expressa, mesmo cercada de pessoas, não é falta dos outros, mas falta de conexão consigo mesma.
O vazio não é falta de conquistas. O vazio é falta de si. |
Quando buscamos validação externa para preencher vazios internos, criamos uma dependência que nunca será satisfeita.
A verdadeira autoestima não se busca com aplauso. Não se encontra nos trending topics, nem nas estadias em mansões, nem nas turnês mundiais.
A autoestima genuína nasce quando você para de precisar que o mundo goste de você e começa a se aceitar por completo.
No final do documentário, Larissa parece fazer um movimento de olhar para dentro. Mas será que ela entendeu que só vai genuinamente se gostar quando parar de precisar que o mundo goste dela?
Será que ela percebeu que o vazio que tanto menciona vem justamente dessa distância entre quem ela é no íntimo e quem ela é no público?
Como construir uma autoestima verdadeira sem criar um personagem?
A verdadeira autoestima, diferente do que vemos no caso da Anitta, não se constrói com aplausos ou conquistas externas. Ela nasce quando paramos de precisar que o mundo goste de nós e começamos a nos aceitar completamente.
❌Larissa não se gosta.
❌Larissa não se aceita.
❌Larissa é uma menina pedindo, pelo amor de Deus, para ser amada.
Porque ainda não fez por si aquilo que espera que o mundo faça por ela: amar.
E essa é uma verdade que se aplica a muitas pessoas “bem-sucedidas”. A forma como buscam validação externa revela o quanto ainda não se validaram internamente.
Você pode criar um personagem tão poderoso que conquista o mundo, mas se esse personagem não é uma expressão genuína de quem você é, você sempre se sentirá um impostor na sua própria vida. |
Para construir autoestima de verdade, precisamos olhar para dentro e fazer um trabalho interno que inclui: reconhecer nossos valores verdadeiros, identificar onde nos traímos para agradar os outros, e começar a reduzir essa distância entre quem somos e quem fingimos ser.
Solidão não é falta do outro
A solidão que Larissa demonstra sentir, mesmo cercada de pessoas, não é falta do outro.
Solidão é falta de si.
É quando você está tão ocupado sendo quem acredita que precisa ser, que perde a conexão com quem você realmente é.
A máscara te protege do mundo, mas te separa de você mesmo. E esse é o preço que Larissa – e talvez você – esteja pagando.
O verdadeiro poder não está no que você conquista, mas em quem você se permite ser.
Quer entender como construir autoestima de verdade?
Se você se identificou com essa divisão interna que a Larissa vive, talvez também esteja buscando autoestima do jeito errado.
A boa notícia? Existe um caminho para construir a verdadeira autoestima, diferente do que a maioria das pessoas tenta fazer.
Ouça meu podcast “O Jeito Errado de Construir Autoestima” e entenda por que você pode estar sabotando sua própria construção de valor interno – e como mudar isso de vez.
O verdadeiro “topo” não é ser amado por todos. É poder ser você mesmo e descobrir que isso é suficiente. |
E você, está indo para o topo ou para o buraco? O que é o topo para você? Me conta aqui nos comentários ⬇️