VOCÊ DES(CONFIA) DO SEU PARCEIRO(A)?

04 de mar, 2021

Se você não faria uma sociedade ou não emprestaria dinheiro para alguém em quem não confia, me explica por que topa dividir seu recurso mais precioso, o tempo, com uma pessoa na qual você não tem confiança?

Relacionamento é sociedade.
É dividir a gestão e as aplicações daquilo que chamamos de VIDA.
É compartilhar a criação dos filhos.
É tomar um monte de decisões juntos.
É precisar ter muitas reuniões importantes.

Sociedade precisa de contrato, né?
Você desenha regras de conduta claras com seu parceiro, ou você espera que ele adivinhe o que você considera razoável?

Você perguntou a ele se as suas cláusulas fazem sentido para ele?
Você se perguntou se, na sua percepção sobre ele, ele tem disponibilidade para cumprir os acordos estabelecidos – sejam esses de monogamia, de respeito, de divisão de responsabilidades, de rotina?

Parem de romantizar os relacionamentos.
Existe, sim, uma parte que é romance.
Mas existe uma parte que é sociedade.

Sociedade sem o romance vira amizade.
Romance sem sociedade organizada vira bagunça, desconfiança e caos.

Sabe qual é o grande problema?
A vontade de preencher a família do porta-retrato ainda é maior que a disponibilidade de questionar as relações.

Sabe qual é o outro grande problema?
As pessoas esperam e cobram condutas de pessoas sem avaliar a disponibilidade delas para entregar essas atuações.

Você não vai obrigada ninguém a ser fiel agindo como detetive.
Não vai obrigar ninguém a te respeitar sendo chata.

Se vai se propor a entrar nessa sociedade chamada relacionamento, se proponha a sentar e discutir cláusulas. Se proponha a avaliar se o perfil do outro é alinhado com o seu.

Não é razoável pensar que não faria sociedade profissional com alguém em quem não confia e partilhar a própria vida com uma pessoa cujo perfil não te transmite tranquilidade.

Ninguém está imune a nada, ok? Empresas quebram. Relações terminam. Pessoas erram. Sociedades de todos os tipos se desfazem.

Mas que, pelo menos enquanto dure, traga paz, e não tormento.